terça-feira, 14 de novembro de 2017

Clínica Theros

Em nossa viagem, em busca de mais conhecimento e aprendizagem para trazer qualidade ao tratamento de nossos pacientes, eu e Dra. Sara decidimos criar um Centro em excelência para tratamento da dor. A escolha do nome, Theros, veio do coração. Queriamos um nome que desse a idéia de curar, ajudar, aquecer....
curar, significado, original, hebraico e grego
Qual o significado original grego e hebraico da palavra “curar” na Bíblia? No Novo Testamento grego, a palavra usada é θεραπευω (therapeuo) com a ideia básica do português, sarar, curar, restaurar a saúde”. Essa palavra, por sua vez, vem de θεραπων (therapon) aparentemente uma partícula de uma palavra obsoleta que significa “atendente, servo de Deus”, usada para “Moisés cumprindo os deveres ordenados a ele por Deus.” (STRONG) A raiz primitiva provavelmente é θερος (theros), com o significado de “aquecer”. O vocábulo θεραπευω (therapeuo), no grego profano, tem o significado de “servir”, “cuidar, assistir” (ex.: como médico), e, assim, “curar”. Ao falarmos sobre “curar” quase sempre pensamos na ação de um médico.



domingo, 2 de julho de 2017

Quando o tocar dói...

Nosso senso de toque é um dos nossos aspectos mais básicos e fundamentais da experiência humana. Usamos a nossa capacidade de nos sentir como uma ferramenta integral para discriminar e compreender melhor o nosso ambiente, quase sem pensar nisso, porque fazemos isso durante todo o dia. Do mesmo modo, ser tocado por outros é uma parte crítica da comunicação humana, seja através de um aperto de mão, um abraço ou um tapinha nas costas. O contato humano pode ser considerado um componente chave da comunicação positiva, e pode aumentar a sensação de bem-estar geral.
Sensível ao toqueInfelizmente, viver com dor crônica pode interferir na sua capacidade de tocar, sentir, segurar ou ser mantido por outros. Um dos exemplos mais desafiadores disso ocorre quando nos tornamos extremamente sensíveis ao toque de coisas que geralmente não são dolorosas. O termo médico para isso é alodinia e isso significa que algo é doloroso por um estímulo não doloroso. Imagine esfregar levemente a parte de trás de sua mão com uma bola de algodão. Isso não deve doer no mínimo, mas agora suponha que fazer isso é de repente associado com a sensação de dor intensa na mão. Esse seria um exemplo de alodinia. Ter sensibilidade extrema ao toque pode ter um efeito dramático na vida de uma pessoa, pois muitas vezes leva a evitar a atividade como uma ferramenta de enfrentamento para tentar evitar a dor . Como um resultado,
Um dos tipos mais comuns de dor que pode levar a algo como alodinia é a dor nervosa, também conhecida como dor neuropática. Mudanças no fluxo normal de informação através do sistema nervoso, do sistema nervoso periférico até o cérebro é uma característica da dor do nervo. Às vezes, essa alteração aberrante ocorre devido ao dano real dos nervos, mas nem sempre. Uma síndrome de dor nervosa, em particular, que é frequentemente associada a formas malignas de alodinia é síndrome de dor regional complexa ou CRPS . O CRPS pode ser um problema de dor debilitante que geralmente envolve uma extremidade, como um braço ou perna, após algum tipo de lesão tecidual ter ocorrido.
Além de ser sensível ao toque, alodínea também pode ser associada a outros tipos de problemas de dor crônica, incluindo fibromialgia, dores de cabeça do tipo enxaqueca , ATM, cicatrizes cirúrgicas dolorosas e danos na pele causados ​​pela radiação ultravioleta. Na verdade, os sofredores de enxaqueca têm sofrido dor ao pentear o cabelo e colocando lentes de contato. O que todas essas síndromes parecem ter em comum é o que é conhecido como sensibilização central, onde há uma amplificação dos sinais de dor no cérebro. Ainda não está claro o que causa tudo isso, mas a pesquisa está analisando os efeitos de mediadores inflamatórios nas células nervosas dentro do cérebro, bem como o papel das células gliais de suporte que formam a substância branca do cérebro.
Felizmente, a alodinia pode ser tratada com sucesso nas circunstâncias corretas, por isso é importante encontrar prestadores de cuidados de saúde que entendam esse problema e possam ajudar. As técnicas de dessensibilização são uma maneira de reduzir a hipersensibilidade da pele ou tecidos, e você pode aprender a fazer algo em casa sozinho. Por exemplo, colocar uma mão ou um pé sensível em uma tigela de arroz não cozido ou lentilhas é uma ferramenta que usamos com alguns de nossos pacientes. Outros tratamentos tópicos incluem coisas como banhos de contraste, parafina e argila. Como a dessensibilização pode ser um processo doloroso para começar, ajuda a ter o máximo de apoio e orientação da sua equipe de tratamento como você pode obter.
Então, se você está lutando com hipersensibilidade e está interferindo com sua qualidade de vida, então fale com seu time de saúde para obter ajuda.
Peter Abaci, MD, é um dos principais especialistas mundiais em dor. Ele é o autor de Take Charge of Your Chronic Pain: a mais recente pesquisa, ferramentas de ponta e tratamentos alternativos para sentir-se melhor , host da Health Revolution Radio e um colaborador regular da WebMD, The Huffington Post e painreliefrevolution.com. Seu segundo livro recém-lançado, Conquistar Sua Dor Crônica, Uma Abordagem Livre de Drogas para Alívio, Recuperação e Restauração , já é considerado uma leitura obrigatória para quem enfrenta dor crônica. Como o Diretor Médico e Co-Fundador do renomado Bay Area Pain and Wellness Center, suas estratégias inovadoras para o tratamento integrador da dor ajudaram a restaurar a vida de milhares lutando com dor. As publicações do Dr. Abaci sobre tratamento da dor tornaram-se um recurso confiável para pacientes, familiares, médicos, psicólogos, fisioterapeutas e companhias de seguros. Ele reside com sua família em Los Gatos, Califórnia.
Veja mais em: http://peterabaci.com/ .

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Meditação para dores crônicas

A meditação para a dor crônica tem ganhado apoio na pesquisa. Deixou de ser apenas uma prática isolado, a meditação tem espalhados por todo os EUA, e com bons resultados. Uma pesquisa recente mostrou que mesmo apenas três sessões de meditação de 20 minutos pode ajudar a diminuir a percepção da dor. Outra pesquisa da Universidade de Brown descobriu que a meditação altera a forma como o cérebro funciona. A meditação pode diminuir a percepção da dor. Para pacientes com dor crônica que não tem causa rastreável, isso pode ser de grande benefício.


sábado, 8 de abril de 2017

terça-feira, 9 de agosto de 2016

A Dor da alma....

''Sim, o corpo fala. Quanto mais eu estudo a Medicina Chinesa, mais essas coisas fazem sentido. A dor na "alma" gera a dor física, a doença... Por isso oriento tanto meus amados pacientes a cuidarem de suas emoções... Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta. A cura real somente acontece do interior para o exterior... Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito, mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.  Conte a seu médico que você tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.  Relate que você tem diabetes. No entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações.  Mencione que você sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e demasiadamente ansioso.  Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo. Não querem mudar de vida .... Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa. Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade.
Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência.  Pedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas. Suplicam auxílio para os problemas de tireoide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades.  Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do passado. Clamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro que partem de pessoas muito próximas de si mesmos. Deus nos fala através de mil modos; a enfermidade é um deles e, por certo, o principal recado que lhe chega da sabedoria divina é que está faltando mais amor e harmonia em sua vida.
         Toda cura é sempre uma autocura e o Evangelho de Jesus é a farmácia onde encontraremos os remédios que nos curam por dentro. Há dois mil anos esses remédios estão à nossa disposição. Quando nos decidiremos?"

DE LUCCA, José Carlos - Do Livro - O Médico Jesus.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Tratando pessoas com Dor nas Articulações


 A dor nas articulações afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Há muitos tipos diferentes de dor nas articulações – dor relacionada à osteoartrose, dor depois de um ferimento traumático, dor depois de uma cirurgia na articulação, dor relacionada a doenças inflamatórias das articulações, como a artrite reumatoide e a artrite psoriática, e a dor relacionada à deposição de cristais nas articulações, como a gota ou a crondrocalcinose. Dependendo do indivíduo, a dor pode ser sentida na articulação ou nos músculos ao redor da articulação. A dor pode ser difusa e constante, ou pode ocorrer em descanso ou durante o movimento, dependendo da causa. Apesar da ampla gama de doenças e sintomas, tipos diferentes de dor nas articulações podem compartilhar mecanismos subjacentes similares, manifestações e tratamentos potenciais.
 Por que dor nas articulações?
 Na criação da campanha do Ano Global Contra a Dor nas Articulações, uma força tarefa da IASP identificou diversos problemas importantes:
 • O tratamento para a dor nas articulações é frequentemente inadequado. 
• A dor nas articulações está associada à perda da função, e o tratamento deveria estar focado não apenas na dor, mas também na atividade e na função.
 • Os medicamentos são às vezes inseguros, e a reabilitação e a fisioterapia são essenciais.
 • A dor crônica nas articulações pode ser gerenciável, mas os pacientes podem continuar a sofrer. 
• A dor nas articulações de uma pessoa com frequência tem pouca relação com a aparência da articulação nos raios-X e nos escaneamentos, e isto torna a dor nas articulações particularmente desafiadoras para se entender.
 Mesmo quando a fonte da dor nas articulações é identificada, isto pode não explicar completamente a severidade da dor. Além do sofrimento e do desconforto associados à dor nas articulações, o problema pode trazer custos financeiros substanciais e outros. Eles incluem despesas médicas altas, perda de dias de trabalho, e qualidade e produtividade diminuídas no trabalho das pessoas e nas suas vidas pessoais. As populações que envelhecem, tipos de vida sedentários, e uma crescente propensão para a obesidade, tudo isto significa que o problema da dor nas articulações tende a continuar firme em todo o mundo. Muitas pessoas com osteoartrose vivem com dor durante anos. Isto documenta o que a dor é e como o cérebro sente a dor. Isto também descreve algumas doenças comuns que podem causar dor nas articulações e ao seu redor, bem como os diferentes métodos para ajudar as pessoas a controlarem a dor (crônica) de longo prazo.
 O que é a dor? 
A dor é um mecanismo protetor que alerta o cérebro quando um dano ocorreu. Mas a dor não é somente uma sensação, é uma experiência pessoal. Ela tem efeitos emocionais também, fazendo-nos sentir perturbados e agoniados. A dor pode continuar quando o dano parece ter acabado. Esta é uma característica de algumas síndromes de dor crônica. A dor pode ser causada por um ferimento físico ou dano aos tecidos corporais, produtos químicos produzidos pela inflamação, ou dano aos nervos ou terminações nervosas. As causas mais comuns da dor crônica nas articulações são a osteoartrose, artrite reumatoide, espondiloartrose e artrite psoriática, doenças sistêmicas, e doença da deposição de cristais, também conhecida como condrocalcinose ou pseudo-gota. A severidade da dor pode ser afetada por uma série de fatores. Por exemplo: a força com que a pessoa se concentra na dor; a capacidade de realizar diversas atividades que podem tirar o pensamento da pessoa da dor e torná-la mais manejável; sentimentos infelizes, ansiedades, ou depressão, que podem piorar a dor; e drogas com prescrição médica, que podem ter um efeito direto no cérebro, reduzindo quimicamente o impacto da dor.
 Como a Dor nas Articulações é tratada? 
Uma série de abordagens está disponível para ajudar a gerenciar a dor, inclusive diversas terapias com drogas, fisioterapia e exercícios: 
• Drogas contra a dor, indo do paracetamol à codeína e, somente em alguns casos, até opções mais fortes, como a oxicodona, morfina de liberação lenta, ou adesivos contendo fentanil ou buprenorfina. • Drogas anti-inflamatórios não esteroides (NSAIDs) e coxibes, que são medicamentos contra a dor e têm efeitos anti-inflamatórios.
 • Corticosteroides, frequentemente chamados de esteroides, dados principalmente via injetável. 
• Drogas para dores neuropáticas e síndrome de dor crônica.
 • Antidepressivos tricíclicos (por exemplo, amitriptilina ou dosulepina), que melhoram o sono e ajudam o cérebro a controlar as sensações do corpo e membros superiores. 
• Gabapentina, carbamazepina, e pregabalina ajudam a controlar alguns tipos de dor, especialmente quando há dano nervoso.
 • Estimulação Elétrica Transcutânea do Nervo (TENS) pode ajudar a melhorar a dor, embora evidências sobre sua efetividade esteja misturada (uma máquina de TENS é um pequeno dispositivo eletrônico que manda pulsos às terminações nervosas via almofadas colocadas sobre a pele. TENS produz uma sensação de formigamento e pensa-se que altera as mensagens da dor enviadas ao cérebro). 
 • Outros tratamentos e terapias de alívio da dor incluem uma almofada que aquece ou uma bolsa de água quente e tecnologias como o ultrassom, laser, ou tratamento de interferência. • Em todos os casos, programas de exercícios preparados individualmente são essenciais e contribuem para ganhar de novo força e função.
 • Em alguns casos, a cirurgia pode ser efetiva, mas as pessoas devem sempre discutir esta opção com os médicos à luz da intensidade da dor deles e da extensão da sua incapacidade. Infelizmente, para algumas pessoas, a dor é duradoura, não responde totalmente às drogas ou aos tratamentos físicos, e não podem ser curadas por cirurgia. 
Nesses casos, vale a pena pensar sobre mudar o estilo de vida, como, por exemplo, aprender a descansar sensatamente (mas sem desistir de todos os exercícios), evitar certas atividades, pedir ajuda ou usar dispositivos ou fazer adaptações na casa. Um médico, um fisioterapeuta, um assistente social ou um terapeuta ocupacional pode oferecer ajuda especializada e aconselhar sobre essas mudanças. Para uma pequena minoria de pessoas, a dor pode ser severa e incapacitante. Isto pode resultar de um ciclo vicioso da dor, da ansiedade, depressão e preparo físico se deteriorando. 
 Referências 
Esta folha de informações foi preparada em uma parceria com a Pesquisa da Artrose do Reino Unido, e se baseia no folheto de informações aos pacientes, “Self-Help and Daily Living; Pain and Arthritis.” Agradecimentos especiais são devidos a David A. Walsh, Carmel Barrett, e Belinda Wadsworth.
 www.arthritisresearchuk.org/arthritis-information/arthritis-and-daily-life/pain-and-arthritis/painand-arthritis.aspx Vivendo com dor de longo prazo,
 www.arthritisresearchuk.org/arthritis-information/arthritis-anddaily-life/pain-and-arthritis/pain-report.aspx 

Tradução realizada por:Mariana Camargo Palladini – Anestesiologista Especialista em Dor.
http://www.sbed.org.br/sites/arquivos/downloads/01_tratando_pessoas_com_dor_nas_articulacoes.pdf

Três Grandes Mitos sobre a Dor

A dor é completamente democrática. Pode atingir tantos os idosos quanto os jovens e crianças. Quando é aguda, ela é um sinal de alerta, diz que alguma coisa não vai bem no organismo. Quando se torna crônica, então é doença.

A dor crônica pode ter muitas razões para existir, desde as doenças reumáticas, como a artrite e artrose (e existem mais de 120 tipos de doenças reumáticas), passando pela dor oncológica até a famosa enxaqueca.

O surpreendente é que a dor atinge a espantosa marca de 30% da população do mundo.

Nosso objetivo, com a SBED – Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor 
– É trazer informações e métodos, sobre hábitos de vida, atividades, consumo de medicamentos, para minimizar e/ou aliviar a dor. Qualquer pessoa, sem nenhuma restrição, pode se filiar à  SBED  

Então, nesse nosso primeiro encontro aqui no SAÚDE&LIVROS, vamos falar sobre três grandes mitos.

O médico só deve ser procurado quando a dor é insuportável. 
Mito - Procure ajuda ao menor sinal de dor crônica.

Evitar o movimento, a atividade física. 
Mito -  Mesmo com dor, a atividade física regular vai lubrificar articulações, fortalecer a musculatura e evitar que os músculos próximos à região que dói se tornem ainda mais tensos. O exercício deve ser leve, moderado e indicado por um profissional. Mas tem que fazer parte do cotidiano de quem está sofrendo com a dor, progressiva e individualizadamente.

Não acreditar na fisioterapia. 
Mito - Três vezes por semana, duas semanas... e muita gente se cansa de ir para a fisio porque pode acreditar não estar tendo resultados. Mas está. Se insistir, a recompensa será grande. A fisioterapia, hoje, com seus conhecimentos e técnicas, faz verdadeiros milagres. Então, troca-la por medicamentos ou mesmo por cirurgia, apenas para obter resultados mais rápidos, pode ser um erro que acabará tendo outras consequências.
http://www.sbed.org.br/lermais_materias.php?cd_materias=601&friurl=_-Tres-Grandes-Mitos-sobre-a-Dor-_

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Dor de Câimbras: Como se prevenir

Dolorosas e inesperadas, as contrações musculares involuntárias, conhecidas como câimbras, não escolhem faixa etária ou gênero para incomodar. Segundo o Dr. Eduardo Rauen, membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), pelo menos 95% das pessoas experimentarão esta sensação dolorosa em algum momento de sua vida. 

No entanto, segundo dr. Eduardo, há variáveis que tornam certas pessoas mais suscetíveis ao quadro: a mais comum e popularmente conhecida é o excesso de atividades físicas sem o devido descanso muscular, além da desidratação do músculo. Outras possíveis causas são a falta de magnésio e cálcio, além do uso de medicamentos como diuréticos, remédios anti-hipertensivos e contra colesterol. 

Embora afete todas as idades, as câimbras, principalmente à noite, se tornam mais comum a partir dos 50 anos, quando aumenta a fadiga muscular e o uso de medicamentos que impulsionam a frequência da dor. Como formas de prevenção, o Dr. Rauen indica manter a hidratação em dia, descanso muscular regular e, em caso de pacientes que não praticam atividades físicas, fazer um alongamento antes de dormir.

“Uma das indicações é comer bananas, não pelo potássio, como dito popularmente, pois a substância está ligada ao relaxamento muscular; mas pela glicose, que ajuda na nutrição dos músculos e conseqüentemente, combate os episódios dolorosos”, esclarece.

No momento específico da dor, porém, alguns métodos são recomendados para aliviar um pouco o sofrimento. Não adianta penas relaxar o músculo para interromper a contração, pois ela caracteriza exatamente por ser involuntária. O ideal é fazer um alongamento no local com o movimento contrário ao da contração.

“É indicado, ainda, fazer uma compressa morna, de água quente uma massagem suave no local da contração, que contribui o relaxamento do músculo. O principal é alongar o membro acometido” explica Dr. Eduardo. Por fim, Eduardo Rauen ainda cita outras condições que podem aumentar o risco de se apresentar câimbras, como a gravidez, que força músculos até então não muito utilizados pela mulher, pacientes sob o tratamento de hemodiálise e condições externas como as baixas temperaturas, que podem aumentar a sua frequência.

De onde vem a dor?

 
Parece uma pergunta fácil de ser respondida, pois as pessoas sentem dores no corpo. Há quem diga que a dor vem lá do fundo, lá de dentro ou da alma. Porém, não se engane. A ciência aposta suas fichas naquele que manda em tudo no corpo humano, o cérebro.
O cérebro é uma estrutura física, que tem água e outros líquidos diversos e que tem eletricidade e energia, tem sal e tem açúcar. Quando juntamos tudo isso, criamos "luz nos neurônios". E para a dor aparecer, ou seja, você sentir dor em seu corpo, o cérebro produz eletricidade e que ilumina as lâmpadas neuronais de sua "small town".
Existem várias sequências de luzes que já foram vistas pela ciência que são responsáveis por sentirmos dor. São como as árvores de natal modernas, que piscam suas luzes em velocidades e intensidades de luz diferentes, umas mais rápido, umas primeiro que as outras, umas coloridas, mas que no final das contas mantém o clima "cool" do ambiente.
A dor então é um evento puramente físico? Se olharmos para o cérebro como estrutura física, química, "líquida" e quase perfeita, então sim! Mas, não se esqueça que as emoções, o ambiente que você vive e convive, o seu movimento do corpo, a forma que você pensa e age, a religião e cultura, e um monte de outras coisas a mais, também mexem com a química dos neurônios. É essa química entre milhões de células que permitem a passagem de energia e a produção de luz.
A dor vem de lá mesmo. Desta interação entre o sal e o açúcar, entre a química e física. A dor não vem dos nervos, dos discos da coluna, dos ligamentos do joelho ou da pele queimada de sol. Tem gente que não sente dor e "tem isso".
Então, se a dor vem do cérebro, desta estrutura física, será que os dias do modelo biopsicossocial estão contados? Não mesmo, porém sem cérebro, não tem psicossocial.

terça-feira, 12 de julho de 2016

O que é Dor?

DOR - Experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada a lesão real ou potencial dos tecidos. Cada indivíduo aprende a utilizar esse termo através das suas experiências anteriores.”
IASPInternational Association for the Study of Pain

“A dor continua sendo uma das grandes preocupações da Humanidade. Desde os primórdios do ser humano, conforme sugerem alguns registros gráficos da pré-história e os vários documentos escritos ulteriormente, o Conheça mais sobre a Dorm sempre procurou esclarecer as razões que justificassem a ocorrência de dor e os procedimentos destinados a seu controle.

A expressão da dor varia não somente de um indivíduo para outro, mas também de acordo com as diferentes culturas”...

A ocorrência de dor, especialmente crônica, é crescente, talvez em decorrência de:
  • novos hábitos de vida;
  • maior longevidade do indivíduo;
  • prolongamento de sobrevida dos doentes com afecções clínicas naturalmente fatais;
  • modificações do ambiente em que vivemos; e provavelmente,
  • do reconhecimento de novos quadros dolorosos e da aplicação de novos conceitos que traduzam seu significado.

Além de gerar estresses físicos e emocionais para os doentes e para os seus cuidadores, a dor é razão de fardo econômico e social para a sociedade”.

Prof. Dr. Manoel Jacobsen Teixeira – Neurocirurgião, Fac. De Medicina da USP).

Dia do psicólogo

Feliz Dia do Psicólogo a esses profissionais que têm um papel fundamental na cura de uma dor que, por vezes, não é física. Parabéns por essa...